Eu sou o Pão descido do Céu! – Evangelho Comentado

sexta-feira, agosto 7, 2009

CONTINUAÇÃO

Fruto da atração do Pai e da consequente fé em Jesus será a ressurreição: “e eu o ressuscitarei no último dia” (v. 44; cf. vv. 39.40.54; 11,24). Como explicação da obra de Deus, o evangelista cita um versículo de Isaías (54,11), seguindo, com uma certa liberdade, a versão da bíblia hebraica dos LXX (conhecida como versão dos 70): “Todos os homens serão instruídos por Deus”, “Todo aquele que escuta o Pai e recebe sua instrução vem a mim” (v. 45). O ensinamento do Pai deve ser escutado e acolhido.

Estamos aqui em presença do mistério de Deus que chama, e do mistério da liberdade da pessoa que deve responder. Uma pessoa não pode vir à fé sem atração e ensinamento divino, mas ao mesmo tempo conserva a liberdade de responder positivamente ou negativamente a este chamado. Trata-se de uma acolhida na escuta, segundo o caminho normal indicado por Deus a Israel: “Ouça Israel” Shemá Israel (Dt 6,4), não de acordo com a visão: “Não que alguém já tenha visto o Pai. O único que viu o Pai é aquele que vem de Deus” (v. 46).

“Quem acredita possui a vida eterna” (v. 47); já desde agora o cristão, que será ressuscitado no último dia, participa da vida de Deus através de Jesus que se faz pão da vida. Para que quem o coma não morra. Aqui é introduzido o discurso do comer, que continua no resto do capítulo e que é compreendido em sentido sacramental.

O próprio Jesus é o pão que desce do céu, não o pão material, nem o maná doado como alimento a Israel no deserto. Trata-se da própria carne de Jesus, doada para a vida do mundo (Mt 26,26; Mc 14,22; Lc 22,19). Trata-se de entrar no mistério de Deus, em Jesus que se doa pela vida do mundo e que se pode acolher somente na fé, dom de Deus como foi dito acima.

(fonte: www.miliciadaimaculada.org.br – do livro Homilias (Temas de pregação dos padres dominicanos); do livro Celebrando a Palavra (Padre Fernando Armellini))

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