k) Estudo e celebração
Método de estudo e celebração
1ª parte: Estudo (entre 30-60 minutos)
* Introdução (como no método “Bíblia-Vida”) com um cântico ou oração.
* Exposição dum tema por um perito ou por um membro do grupo. Esta exposição é de tipo académico e permite todo o tipo de diálogo e participação dos membros do grupo ou outras pessoas convidadas. Esta exposição pode fazer-se em todas as reuniões do grupo ou apenas em momentos especiais.
* Resumo final da mensagem e preparação dum dos textos discutidos para a celebração. O grupo, depois da dimensão do estudo e da compreensão intelectual, vai, seguidamente, perspectivar a Palavra na dimensão da fé e da oração.
2ª parte: Celebração:
Por motivos óbvios, esta segunda parte da reunião do grupo realiza-se com um único texto bíblico, seguindo o método da celebração do Caderno do Animador (ver 6.3): Proclamação da Palavra - Acolhimento da Palavra em silêncio - Partilha da Palavra - Compromisso com o Deus da Palavra.
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Muito bom
Sendo os santos pessoas que ja morreram nesta vida e aguardam "dormindo" a vida eterna. Como podem ouvir as nossas orações ??? podem interceder a Deus por nós???? é aí que eu quero chegar e entender...este é o ponto que me mais me faz questionar a religião que sempre acreditei! afinal ouvimos desde pequenos padres, catequistas e nossos próprios pais festejarem os santos, pagarem promessas, rezar em ação de graças... salmo 146,4 exaltam seu espirito e voltam ao pó e no mesmo dia seus planos perecem atos 7,60 depois dobrou o joelho e gritou forte:senhor nao os condenes por este pecado.e ao dizer isto adormeceu eclesiastes 9,6 seu amor,odio e ciume se acabam e eles nunca mais participaram de nada debaixo do sol. Como entender isso e ao mesmo tempo conseguir entender a intercessão dos santos?
***** Karina, 1) Só Deus é SANTO! Aqueles que nós chamamos «santos» apenas participam da Santidade que é Deus. Pelo Baptismos todos nós somos «santos». 2) Só Deus á fonte de Vida, de Amor, de Comunhão. Só Deus é Bom, todo o Bem, o sumo Bem (dizia São Francisco de Assis) 3) Mas o nosso Deus é essenciamente «Comunhão». Proclamamos no Credo: «Creio na comunhão dos santos». Hoje o mundo fala mais em SOLIDARIEDADE. Desde pequeno que me antusiasma uma grande verdade: Na igreja estamos todos em comunhão: a chamada Igreja triunfante (os bem-aventurados no Céu); a Igreja purgante (os que se «purificam» para a Felicidade total da Visão de Deus); e a Igreja militante (que somos nós, chamados ao combate e à luta, neste mundo hostil) - (observação do Canto da Paz: No Brasil chama-se Igreja padecente ao invés de Igreja purgante como em Portugal) 4) Não vale a pena citar Salmos para mostrar o que eles não podem mostrar. Quando foram escritos ainda não tinha sido revelado o maravilhoso mistério da Vida Eterna. Há apenas uns acenos nos finais do Antigo Testamento (por exemplo, noo livro dos Macabeus, na Sabedoria...) Tenho familiares (alguns aí no Brasil) que quando têm algum roblema grave rezam a minha Mãe (falecida, ou entrada na Vida eterna em 1988). É este «mistério da comunhão» que estamos chamados a viver. 5) Só o Mistério Pascal de Cristo (Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus) projectam luz sobre este acontecimento. 6) Quanto à sua questão em concreto, envio-lhe um texto muito belo do actual papa Bento XVI na sua última Carta sobre a Esperança. Se tiver essa Carta, pode ler, sobretudo a segunda parte. A primeira é pouca mais densa e difícil... 7) Finalmente, na sua oração lembre-se mais dos que ainda lutamos neste mundo. Para que cada vez mais ele seja de acordo com o Projecto da Santíssima Trindade. Um Mundo de Vida e de Paz para todos. Sem excepção. Nem privilégios. E reze também por mim. «Nunca é tarde demais para tocar o coração do outro» (diz o papa). Com amizade, frei Acílio «48. Há ainda um motivo que deve ser mencionado aqui, porque é importante para a prática da esperança cristã. No antigo judaísmo, existe também a ideia de que se possa ajudar, através da oração, os defuntos no seu estado intermédio (cf. por exemplo, 2Mac 12,38-45: obra do I século a.C.). A prática correspondente foi adoptada pelos cristãos com grande naturalidade e é comum à Igreja oriental e ocidental. O Oriente não conhece um sofrimento purificador e expiatório das almas no «além», mas conhece diversos graus de bem-aventurança ou também de sofrimento na condição intermédia. Às almas dos defuntos, porém, pode ser dado «alívio e refrigério» mediante a Eucaristia, a oração e a esmola. O facto de que o amor possa chegar até ao além, que seja possível um mútuo dar e receber, permanecendo ligados uns aos outros por vínculos de afecto para além das fronteiras da morte, constituiu uma convicção fundamental do cristianismo através de todos os séculos e ainda hoje permanece uma experiência reconfortante. Quem não sentiria a necessidade de fazer chegar aos seus entes queridos, que já partiram para o além, um sinal de bondade, de gratidão ou mesmo de pedido de perdão? Aqui levantar-se-ia uma nova questão: se o «purgatório» consiste simplesmente em ser purificados pelo fogo no encontro com o Senhor, Juiz e Salvador, como pode então intervir uma terceira pessoa ainda que particularmente ligada à outra? Ao fazermos esta pergunta, deveremos dar-nos conta de que nenhum homem é uma mónada fechada em si mesma. As nossas vidas estão em profunda comunhão entre si; através de numerosas interacções, estão concatenadas uma com a outra. Ninguém vive só. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Continuamente entra na minha existência a vida dos outros: naquilo que penso, digo, faço e realizo. E, vice-versa, a minha vida entra na dos outros: tanto para o mal como para o bem. Deste modo, a minha intercessão pelo outro não é de forma alguma uma coisa que lhe é estranha, uma coisa exterior, nem mesmo após a morte. Na trama do ser, o meu agradecimento a ele, a minha oração por ele pode significar uma pequena etapa da sua purificação. E, para isso, não é preciso converter o tempo terreno no tempo de Deus: na comunhão das almas fica superado o simples tempo terreno. Nunca é tarde demais para tocar o coração do outro, nem é jamais inútil. Assim se esclarece melhor um elemento importante do conceito cristão de esperança. A nossa esperança é sempre essencialmente também esperança para os outros; só assim é verdadeiramente esperança também para mim. Como cristãos, não basta perguntarmo-nos: como posso salvar-me a mim mesmo? Deveremos antes perguntar-nos: o que posso fazer a fim de que os outros sejam salvos e nasça também para eles a estrela da esperança? Então terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal.» (Bento XVI: Salvos na Esperança, nº 48) frei Acílio Mendes, Cúria Provincial dos Franciscanos Capuchinhos de Lisboa - Portugal ******
gostei muito.