Talvez dê frutos – Evangelho Comentado

sábado, março 23, 2019

  No final deste artigo: folheto da Missa e vídeo explicativo.

3º Domingo da Quaresma – A VOZ DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO – Lc 13, 1-9 – “Neste mesmo tempo, contavam alguns o que tinha acontecido a certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. Jesus toma a palavra e lhes pergunta: “Pensais vós que esses galileus foram maiores pecadores do que todos os outros galileus, por terem sido tratados desse modo? Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo. Ou cuidais que aqueles dezoito homens, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os demais habitantes de Jerusalém? …

… Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo”. Disse-lhes também esta comparação: “Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou. Disse ao viticultor: Eis que três anos há que venho procurando fruto nesta figueira e não o acho. Corta-a; para quê ainda ocupa inutilmente o terreno?” Mas o viticultor respondeu: “Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e lhe deitarei adubo. Talvez depois disso dê frutos.”

COMENTÁRIO

JEJUM NOS TEMPOS BÍBLICOS

O conhecimento do jejum no judaísmo deverá nos adentrar na mística do jejum cristão, que tem sua base nas práticas antigas do povo de Jesus, apreendendo sua mística e dando seguimento a sua prática. O mais importante é o Dia da expiação – Yom Kippur. Segundo os estudiosos, esta prática penitencial e outras práticas são observadas após o retorno do cativeiro persa (aproximadamente no ano 520 a.C.). Conhecemos assim quatro momentos de jejum durante o ano. Seguindo as leis do Talmude, estes rituais de jejum fazem parte das tradições religiosas judaicas. No livro de Ester (9, 31) aprendemos que o jejum é uma força que motiva a luta do povo que está ameaçado de ser destruído. Muitas vezes, a prática do jejum é pessoal (2 Sam 12, 22) e outras vezes toda a comunidade celebra o jejum, dito “jejum grupal” (Jz 20, 26). Disto entendemos que algumas vezes o jejum que praticamos em nossas comunidades é uma opção pessoal, como busca de superação de pecados individuais e outras vezes toda a comunidade se empenha em práticas de jejum em vistas de uma conversão. Como nos tempos antigos, no judaísmo e em todas as práticas religiosas, bem como no cristianismo, o jejum merece críticas quando torna-se fim em si mesmo e deixa de ser sinal e caminho de transformação da própria vida.

Nossas práticas religiosas cristãs, desde suas origens, apresentam o jejum como meio de santificação, dado pelo apelo à conversão e, mais tardiamente, como solidariedade com os empobrecidos. No judaísmo, como no cristianismo e em todas as confissões religiosas, o jejum deve levar à transformação de nossas ações e à conversão de nossos corações.

ESPIRITUALIDADE E MISSÃO

O Papa Francisco indica que as ideologias atuais levam a “dois erros nocivos que mutilam o coração do Evangelho”: “O erro dos cristãos que separam as exigências do Evangelho do seu relacionamento pessoal com o Senhor, da união com Ele, da Graça. Assim transforma-se o cristianismo em uma espécie de ONG, privando-o daquela espiritualidade irradiante” (Gaudete et exultate 100); “É nocivo e ideológico também o erro das pessoas que vivem suspeitando do compromisso social dos outros, considerando o algo de superficial, mundano, secularizado, imanentista, comunista e populista” (Gaudete et exultate 101).

(fonte do texto: www.miliciadaimaculada.org.br / vídeo: TVFranciscanos)

BAIXAR OS FOLHETOS DA MISSA:

  Folheto da Missa – 3° Domingo da Quaresma 2019

  Folheto da Missa do Presidente da Celebração – 3° Domingo da Quaresma 2019

 

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