Papa: Dia Mundial dos Pobres

sábado, novembro 18, 2017

“AMAR NÃO SÓ COM PALAVRAS, MAS COM AÇÕES”

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O Papa Francisco institui, neste ano, o Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado Domingo, dia 19 de novembro de 2017. Quinhentos pobres ou sem-teto almoçarão junto com com o Santo Padre. Os demais pobres almoçarão de graça em Roma, em outros estabelecimentos já definidos.

A instituição deste dia pelo Papa não é uma exaltação da pobreza, mas uma chamada de atenção para todos nós de que a miséria e a pobreza não deveria existir entre nós.

Procure informações na sua igreja sobre quais ações concretas serão pedidas aos católicos.

Leia abaixo um artigo de Dom Orani, Arcebispo Cardeal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Brasil.

Partilhar com os pobres

A Igreja tem a graça de celebrar no próximo dia 19 de novembro, o Dia Mundial dos Pobres. Esta data foi instituída pelo Papa Francisco. Para motivar a celebração deste dia tão especial, o Papa Francisco escreveu uma carta com o tema: “não amemos com palavras, mas com obras”. É uma mensagem repleta de citações bíblicas e orientações claras para nosso posicionamento eclesial.

Uma reflexão é sobre a partilha. Exatamente no número 9 da carta, o Santo Padre quer motivar aos Bispos, padres e diáconos, às pessoas consagradas, às associações, os movimentos e ao vasto mundo do voluntariado que olhem para os pobres e façam algo por eles. O Papa recorda que: “os pobres não são um problema”.

Meditando sobre os Evangelhos, impressiona-nos a mensagem de Cristo, fundada totalmente no amor aos irmãos, na caridade e na partilha. Além das vezes que o Divino Mestre fala do amor que devemos ter para com Deus que é Pai quando Ele sempre nos apresenta como o doador de tudo, que nos ama a ponto de dar o Filho a morte para a salvação dos homens Ele reafirma o primeiro mandamento do amor a Deus, logo, a seguir completa-o o amor ao próximo. Ilustra-o na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10, 25-37).

As cartas do apostólo João insistem no mesmo aspecto catequético e com clareza apostólica, afirma que aquele que diz amar a Deus e não amar a seus irmãos é um mentiroso. E continua que é muito fácil proclamar que amamos a Deus, a quem não vemos, mas se desprezamos os irmãos que estão ao nosso lado, onde estão a caridade, onde estão o amor? (1Jo.4,20).

Paulo, na sua Carta aos Coríntios (Coríntios 13), proclama e exalta a caridade (partilha). Quase sabemos de cor o texto maravilhoso. Somos levados a interpretar esse hino como o amor ao Pai Celeste. Mas, o apostólo fala da excelência do amor entre os irmãos. Ainda que eu falasse todas as línguas dos anjos, ou tivesse toda a ciência, sem a caridade seria um bronze que soa e cujo som se perde nas quebradas dos montes. Logo a seguir nos ensina em que consiste a caridade: na paciência, na humildade, no fazer o bem, na longanimidade, na partilha da dor e da alegria com os irmãos, no perdão tão difícil. E conclui pela perenidade do amor e da caridade. Tudo cessa quando vier a perfeição, exceto a caridade, pela qual seremos medidos.

Quero recordar aqui também o Evangelho onde Jesus sacia a multidão. Demos um passo em frente: de onde nasce o convite que Jesus faz aos discípulos para que tirem eles mesmos a fome à multidão? Nasce de dois motivos: em primeiro lugar da turba que, seguindo Jesus, se encontra em campo aberto, longe de lugares habitados, enquanto se faz noite; e, depois, da preocupação dos discípulos que pedem a Jesus para despedir as pessoas para que vá para as terras vizinhas para encontrar alimento e alojamento (cf. Lc 9,12). Diante da necessidade da multidão, eis a solução dos discípulos: que cada um pense em si próprio; despedir a multidão! Quantas vezes nós, cristãos, temos esta tentação. Não fazemos caso da necessidade dos outros, despedindo-os com um piedoso “Que Deus te ajude”, ou com um não tão piedoso “Boa sorte”.

Mas a solução de Jesus vai noutro sentido, um sentido que surpreende os discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Mas como é que é possível sermos nós a dar de comer a uma multidão? “Só temos cinco pães e dois peixes” onde iremos comprar alimento para toda esta gente? (Lc 9,13). Mas Jesus não se desencoraja: pede aos discípulos para fazerem sentar as gentes em comunidades de cinquenta pessoas, levanta os olhos ao céu, recita a bênção, parte os pães e dá-os aos discípulos para que os distribuam (cf. Lc 9,16). É um momento de profunda comunhão: a multidão saciada pela palavra do Senhor é agora alimentada pelo seu pão de vida. E todos foram saciados, nota o evangelista (cf. Lc 9,17).

Ao olhar este Evangelho vemos é claro o milagre, mas, também a partilha. Partilhar significa doar e entregar. Somos convidados a partilhar! Olhemos para os pobres de nossa comunidade para assim ajuda-los. Quanto a caridade e a partilha dizia o patrono da caridade e dos pobres: “dez vezes irão aos pobres, dez vezes encontrarão a Deus” ( São Vicente de Paulo).”

(fonte do texto entre aspas: http://arqrio.org/formacao/detalhes/1931/partilhar-com-os-pobres)

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