O Sacramento da Penitência

sábado, janeiro 15, 2011

CONTINUAÇÃO

A CONFISSÃO DEVE SER FEITA A UM PADRE

Pelo próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma que o convertido "vinha fazer a confissão", fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa para realizar a confissão junto aos Apóstolos, pois o verbo "vir" é usado por quem recebe a visita do penitente. Se a confissão fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão de seus pecados, sem precisar ‘ir’ até a Igreja.

Aliás, S. Tiago é explícito a esse respeito: "confessai os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo 5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que tenha recebido o poder de perdoá-los. De qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.

Sem a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador demonstra que seu arrependimento não é profundo, pois ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de expor sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que a Deus e pode estar cometer um outro pecado, ainda mais grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Mas, em não existindo um Padre, como confessar-se? E como ficam os homens no Antigo Testamento?

CONTRIÇÃO E ATRIÇÃO

A Contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir o perdão dos pecados por temor do inferno.

A primeira, contrição (chamada de contrição perfeita), apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia, só é verdadeira se há a disposição de se confessar com um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do Antigo Testamento. A atrição só é válida através do sacramento da confissão, o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".

Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento, condições necessárias e suficientes para obter o perdão de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho (desde que sigam a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar (desde que tenham um ato de contrição perfeita). Mas quem, em seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, não receberá o perdão, pois não ama a Deus verdadeiramente.

Cada pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus. Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte, e morte na Cruz" (Flp 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados, e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante, legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado" (Lc 18, 14).

Alguns protestantes aliciam os católicos para sua seita com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estariam livres de qualquer pecado e nem poderiam mais pecar! Consequentemente, concluem que não haveria necessidade de confissão. Apóiam esta afirmação nas palavras bíblicas de (1 Jo 3, 6 e 9). Todavia, basta confrontar essa passagem com outra, do próprio João Apóstolos (1 Jo 1, 8-10), para perceber que a conclusão é precipitada: "Se dissermos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados, e nos purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está em nós".

Portanto, todos os homens necessitam de misericórdia divina; e os sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos, no sacramento da Confissão.

O que é necessário para ser eficaz uma confissão?

1. exame de consciência;
2. ter arrependimento (atrição ou contrição);
3. propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam;
4. confessar-se sem omitir nada;
5. cumprir a penitência estabelecida pelo confessor.

(fonte do texto: www.auxiliadora.org.br)

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comentário(s)

  1. Jaira Silva disse:

    Muito bom o artigo, o problema é que a todo minuto estamos cometendo novos pecados.

  2. Anônimo disse:

    Muito bom, está certo publicar este artigo, pois muitas pessoas acham que não pecam ou que confessar está fora de moda.

  3. Maria do Amparo disse:

    Gostei imenso deste artigo, como seria bom se não tvessemos pecados, mas infelizmente fazêmo-los todos os dias.

  4. Custódia da Costa santos disse:

    Eu creio que o Sacramento da Penitência é um grande Dom que saiu do Coração e amor de Cristo, pois quando carregamos uma culpa não nos sentimos em paz, assim o ato de fazer o exame de consciência com fé, leva-nos a entrar-mos dentro de nós mesmos, no encontro com Jesus cheio de Misericórdia, vimos como somos mesquinhos e nasce em nós o desejo de mudar, 1º passo para sermos perdoados, indo confessar, é um acto de humildade diante de Deus, que já perdoou, mas confirma e dá graças para a conversão, que será toda a vida em caminhada para Ele. Que Deus noe dê um coração puro e humilde, para nos sentirmos necessitados d”ELE

  5. Edivenes Antonio Gonçalves disse:

    O artigo “A Confissão” é importantíssimo na vida de qualquer cristão e por isto mesmo deve ser bem divulgado, para uma compreensão acima de boa.

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