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terça-feira, março 2, 2010

CONTINUAÇÃO

Cito a conversão da mártir Edith Stein. Depois de peregrinar pela tradição judaica até à sua juventude, cai numa espécie de letargia ou descrença generalizada. Pratica a caridade como profissional de enfermagem, durante a guerra mundial de 1914-1918. Mergulha nos sistemas filosóficos mais complicados à procura de uma luz, por pequena que fosse. Nada a satisfaz, apesar da sua retidão moral e da sinceridade de sentimentos. Em noites de insônia, encontra a resposta a todos os seus questionamentos em uma simples biografia de Santa: a de Teresa D’Ávila. Não teme encetar a caminhada nova das oposições, dos sofrimentos familiares, dos aparentes escândalos. É iluminada pela luz que jorra do Calvário como esperança da novidade única e total. Encontra a luz plena e definitiva em um campo de extermínio, na frieza de uma câmara de gás. Morre mártir em defesa da verdade, tal como São Paulo, São Policarpo e Santa Inês.

Conversão é o ‘avançar para águas mais profundas’ (Lc 5,4); é buscar a santidade no pensar e agir; ansiar pela amizade com Deus, ‘único necessário’ (Lc 10,42); é confiar na onipotência de quem amamos com novo amor e que pode ‘transformar pedras em filhos de Abraão’ e apoiar-se na força transformadora da Palavra de Deus e dos Sacramentos; é o alentar-se pela esperança que me garante o resultado certo pelo auxílio do ardor do Espírito.

A conversão desponta na vida dos santos e santas com o especial momento de graça: São Paulo tomba por terra e fica, transitoriamente, cego; Santo Agostinho deixa para trás um passado de glória mundana e de prazeres carnais. Edith Stein renuncia a uma pretensa auto-suficiência racional, para abraçar o ‘enigma da fé’ (1Cor 13,12); São Francisco de Assis se despoja de tudo e renuncia a todos os pseudo-valores que não se coadunassem com a nobre dama da Pobreza absoluta; Santa Teresinha abraça o martírio por amor: na escuridão aparente da fé, na crueza do sofrimento físico, no abandono total à bondade e misericórdia do Altíssimo…

‘Voltai para mim de todo o coração, chorando e batendo no peito. Rasgai vossos corações… Voltai para o Senhor, vosso Deus, pois Ele é bom e cheio de misericórdia’ (cf. Joel 2,12-13)"

(fonte: www.comshalom.org/formacao/liturgia/entrevista_arcecbispo_rio.html  –  autor: Dom Eusébio Scheid, Cardeal emérito do Rio do Janeiro)

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comentário(s)

  1. Faz uma semana que eu ia dormir e só rezava a metade da oração e pegava no sono,faz dois dias que tomei conta que estsva perdendo minha alma se continuasse assim,estava lendo um artigo sobre oração e começei a chorar,agora não quero nunca mais entristecer Jesus,apesar que todos nós somos pecadores.Amém.Shalom.

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