A minha alma engrandece o Senhor! – Evangelho Comentado

sexta-feira, agosto 14, 2009

 

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Neste Domingo celebramos a Assunção de Nossa Senhora. Abaixo oferecemos o Evangelho Comentado para leitura e indicamos algumas músicas para serem cantadas na Celebração da Santa Missa e artigos sobre o significado da Assunção da Virgem Maria aos céus.

EVANGELHO COMENTADO – Evangelho de Lc 1,39-45

E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. Aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo e exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. De onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do SENHOR lhe foram ditas. Disse então Maria:
A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
Porque atentou na baixeza de sua serva;
Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.
E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem.
Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações.
Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia;
Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre.

VISITAÇÃO E CÂNTICO DE MARIA

Maria acreditou na palavra do Senhor trazida a Ela pelo Seu anjo. Agora Ela mesma se torna um anjo, uma mensageira. Vai logo dar a boa notícia – nada é impossível para Deus – à sua parenta Isabel que, em sua velhice, havia recebido do mesmo Deus um filho. Maria quer gozar o dom do Senhor com a sua parenta.

À saudação de Maria responde primeiro o filho de Isabel, que salta em seu ventre. O anúncio e a presença do Espírito Santo preconizam a vida da comunidade depois da Páscoa, e o que a comunidade de Lucas havia experimentado com a chegada dos apóstolos que anunciavam a boa notícia da morte e ressurreição de Jesus Cristo. É chamada mais uma vez neste texto a alegria daqueles primeiros dias.

A primeira bem-aventurança que ressoa no evangelho é dirigida a Maria: “Bem-aventurada aquela que acreditou”. Agora a vida é recebida gratuitamente acreditando na boa notícia. A resposta de Maria a esta bem-aventurança é um louvor a Deus. O magnificat é justamente a resposta alegre de uma mulher à intervenção de Deus na história de sua vida. De concreto nesta parte podemos distinguir três momentos: o louvor, a lembrança do passado, o olhar para o futuro.

Em Maria, filha de Sião e ícone das comunidades cristãs nascidas da pregação apostólica, todo cristão é convidado à bênção para o surgimento do reino de Deus no tempo. Maria aqui conta a sua experiência, que é uma experiência de um Deus que opera concretamente na história.

Mas quem é Deus para Maria? Esta pequena mulher de Nazaré reassume em seu louvor o agradecimento, a exultação de uma longuíssima série de louvores e bênçãos de homens e mulheres de Israel, que viviam no tempo em que ela vivia. Esta continuidade no cântico pode ser ressaltada também pelos títulos com que Maria se dirige a Deus.

Sobretudo, Deus para Maria é o Senhor, o Kyrios. Esta palavra retoma o nome que Deus revelou a Moisés (Ex 3,14-15). Deus diz a Moisés que Ele é aquele que é, aquele que era e faz existir. Moisés e o povo experimentarão quem é Deus através dos fatos que acontecerão na história. Assim, também Maria experimentou Deus como aquele que faz existir em seu seio virginal um filho, como no tempo do êxodo um povo de escravos é chamado a ser filho: “Do Egito chamei o meu filho” (Os 11,1). Mas com Maria, ícone da Igreja, está também toda a comunidade cristã que glorifica a Deus, revelado em Jesus Cristo que senta agora à sua direita vivo, Senhor de todas as realidades que mantêm o mundo escravo: a arrogância do poder, a injustiça, o pecado e a morte.

Na experiência de fé de Maria é reassumida toda a experiência de fé do Deus que age na história, como foi experimentado pelo povo de Israel. E na sua história, Israel experimentou Deus como o Onipotente. Com este nome, El Shaddaj, Ele se revelou aos pais, a Abraão (Gn 17,1), a Isaac (Gn 28,3), a Jacó (Gn 43,14). Deus se revela a Abraão com este nome, quando promete a ele, que já tinha cem anos, e a Sara, uma mulher estéril, um filho (Gn 17,1.17). Justamente porque nada é impossível a Deus Onipotente, que Isaac o invoca em sua bênção sobre seu filho Jacó.

A experiência posterior de Deus, experimentada por Israel, é feita por Maria, filha de Sião. Contemplando a ação de Deus na história, Ela o percebe como Santo: “seu nome é santo” (v. 49). É o Deus experimentado por Isaías, quando, no templo de Jerusalém, é por Ele chamado e enviado a seu povo como profeta. Deus é diferente de tantas imagens que dele fazemos, que normalmente são à nossa semelhança. Deus não é um homem. Por isto, pode estar muito perto de seu povo em qualquer situação de sua história. De fato, em paralelismo com a santidade de Deus, Maria canta também a sua misericórdia: “e sua misericórdia chega aos que o temem, de geração em geração” (v. 50).

Do seio materno de Deus pode nascer um povo de coração novo, que não apenas conheça, mas possa fazer a vontade de Deus. E este povo novo será a comunidade que em Pentecostes recebe o Espírito Santo (At 2,1-13).

Por consequência, Deus é experimentado por Maria também como Salvador: “O meu espírito exulta em Deus, meu salvador”. Nela escutamos a invocação dos povos de JHWH, de tantos homens e mulheres humilhados da história de Israel, que esmagados pela opressão e pela solidão, não abandonaram nunca a sua confiança no Deus fiel que mantém para sempre as promessas feitas a Abraão e à sua descendência (v. 55).

Depois desta lembrança das obras salvadoras do passado, Maria se abre para o presente e para o futuro; agora esta salvação está ao alcance de todos, porque já está em seu seio presente o Salvador do mundo, o Messias esperado. Por isto pode dizer: “Doravante todas as gerações me felicitarão” (v. 48).

(fonte: www.miliciadaimaculada.org.br – origem: Do livro Homilias (Temas de pregação dos padres dominicanos) Do livro Celebrando a Palavra (Padre Fernando Armellini))

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comentário(s)

  1. Pereira disse:

    Obrigado! Grato bela beleza que é nossa Igreja, parabéns pelo saite, sou membro dos Focolares e tudo sobre santa Clara eu adimiro, que ela sempre nos ajute a ser claros e belos. José Pereira.

  2. franci de Melo Cordeiro disse:

    Prezada Katia, tomei conhecimento do seu maravilhoso trabalho, que esta exercendo em favor da construção do reino de DEUS, que bom! o coração de DEUS esta mais iluminado por ter uma serva fiel como você, que utiliza os meios de comunicação com tanta capacidade e responsabilidade na distribuição das mensagem de paz para concientizar o homem por completo, é preciso lutar para salvar a nossa alma, simplesmente somos caminheiros deste mundo ruma a morada definitiva, gostaria muito de receber suas mensagem, tomei conhecimento de você atravez das mensagem que meu esposo recebe, muito obrigado por você existir, que DEUS te abençoe sempre e te guarde.

  3. maria aparecida disse:

    Kátia, gostei muito dos assuntos e também o comentário do Evangelho já nos preparamos para o domingo . Falando também de Santa Clara e São Francisco. Continue enviando notícias. Paz e Bem

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