Símbolos da Festa Junina: você conhece?

segunda-feira, junho 23, 2008

Você conhece a origem dos símbolos da festa junina? fogueira? balões? mastro de São João? quadrilha? Abaixo oferecemos a você um artigo explicativo.

"Festa juninas ou santos populares são uma celebração brasileira e portuguesa, de origem européia. Historicamente, está relacionada com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".

Ela festeja no Brasil importantes santos católicos:

Santo Antônio (13 de junho)
São João (24 de junho)
São Pedro (29 de junho)
São Paulo (29 de junho)
São Marçal (30 de Junho)

Em Portugal, estas festas são conhecidas pelo nome de santos populares e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo António, em Lisboa, São Pedro no Seixal, São João, no Porto, em Braga e em Almada.

No Brasil, recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), porque acontece no mês de junho. Além de Portugal, a tradição veio de outros países europeus cristianizados dos quais se oriundam as comunidades de imigrantes, chegados a partir de meados do século XIX. Ainda antes, porém, a festa já tinha sido trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.

Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus católicos, protestantes e ortodoxos (França, Portugal, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de São João e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina) são costumes ainda hoje praticados em festas de São João européias.

A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.

O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamento para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa. Geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos…

Origem da fogueira

Fogueira de São João em Mäntsälä na Finlândia. Fogueiras de São João são bastantes populares na Finlândia, onde parte da população passa o dia de São João ("Juhannus") no campo ao redor das cidades em festejos (por causa do elevado consumo de bebidas alcoólicas, a porcentagem de acidentes e intervenções policiais no São João finlandês é comparável à do Carnaval brasileiro).

De origem européia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (24 de Junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). Estas celebrações estão ligadas às fogueiras da Páscoa e às fogueiras de Natal.

Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

O uso de balões

O uso de balões e fogos de artifício durante São João no Brasil está relacionado com o tradicional uso da fogueira junina e seus efeitos visuais. Fogos de artifício manuseados por pessoas privadas e espetáculos pirotécnicos organizados por associações ou municipalidades tornaram-se uma parte essencial da festa no Nordeste e em outras partes do Brasil. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, servem para despertar São João Batista (fogos de artifício podem ser perigosos, por isso tome muito cuidado!!).

Os balões, no entanto, constituem atualmente uma prática proibida por lei devido ao risco de incêndio (não solte balões!!! no Brasil eles são proibidos e podem tirar vidas inocentes!!!). Os balões serviam para avisar que a festa iria começar; eram soltos de cinco a sete balões para se identificar o início da festança.

Durante todo o mês de junho é comum, principalmente entre as crianças, soltar bombas e estalinhos.

O mastro de São João

O mastro de São João, conhecido em Portugal como o mastro dos Santos Populares, é erguido durante a festa junina para celebrar os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo de cada mastro são amarradas em geral três bandeirinhas simbolizando os santos (São João, São Pedro e São Paulo). Tendo hoje em dia uma significação cristã bastante enraizada e sendo, entre os costumes de São João, um dos mais marcadamente católico, o levantamento do mastro tem sua origem, no entanto, no costume pagão de levantar o "mastro de maio", ou a árvore de maio, costume ainda hoje vivo em algumas partes da Europa.

Além de sua cristianização profunda em Portugal e no Brasil, é interessante notar que o levantamento do mastro de maio em Portugal passou a ser erguido em junho e a celebrar as festas desse mês (o mesmo fenômeno também ocorrendo na Suécia, onde o mastro de maio, "majstången", de origem primaveril, passou a ser erguido durante as festas estivais de junho, "Midsommarafton"). O fato de suspender milhos e laranjas ao mastro de São João parece ser um vestígio de práticas pagãs similares em torno do mastro de maio. Hoje em dia, um rico simbolismo católico popular está ligado aos procedimentos envolvendo o levantamento do mastro e os seus enfeites.

A Quadrilha

A quadrilha brasileira tem o seu nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a "quadrille", em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A "quadrille" francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da "contredanse", popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A "contredanse" se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina , surgida provavelmente por volta do século XIII, e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.

A "quadrille" veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos belos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).

Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras pré-existentes e teve subsequentes evoluções (entre elas o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos…

O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil como na Europa entre os começos do Romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras tais que o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica duma certa maneira o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.

Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha encontram-se o acordeão (acordeom), pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.

Em geral, para a prática da dança é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver. Termos de origem francesa são ainda utilizados por alguns mestres para cadenciar a dança.

Os participantes da quadrilha, vestidos de matuto ou à caipira, como se diz fora do nordeste (indumentária que se convencionou pelo folclorismo como sendo a das comunidades caboclas), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a quadrilha pode encenar um casamento fictício. Esse ritual matrimonial da quadrilha liga-a às festas de São João européias que também celebram aspirações ou uniões matrimoniais. Esse aspecto matrimonial juntamente com a fogueira junina constituem os dois elementos mais presentes nas diferentes festas de São João da Europa."

(fonte: pt.wikipedia.org – Este artigo não cita as suas fontes ou referência. Por este motivo, muito do que aqui se fala pode ser fruto de lendas e folclores populares, sem comprovação histórica)

  PARA SABER MAIS, CLIQUE EM "FESTA JUNINA", NA BARRA LATERAL DIREITA DO SITE

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comentário(s)

  1. Custódia Santos disse:

    Gosto de conhecer estas tradições, contumes de determinadas festas chamadas pagãs, a que foi dado um sentido religioso, pena que nos nossos dias, se volte praticamente e por desconhecimento, somente ao sentido pagão, palas massas populares. poderse-á fazer algo mais para que a mensagem dos chamados santos populares, e casamenteiros, seja mais conhecida?

  2. maria disse:

    Bom dia!
    Obrigada pelas noticias e artigos que nos envia, obrigada de coração. Gostei muito deste artigo sobre as festas juninas. Devemos sempre divulgar estas origens que se tornou tradição no nosso Pais, para se saber e valorizar mais esta maravilhosa cultura que possuimos. O Brasil tem uma riqueza cultural com origens interessante e que nossos pais passavam para nós. Hoje perdeu-se muito pela situação da sociedade moderna. Mas há quem se preocupa e usando os meios atuais de comunicação está procurando sanar esta lacuna que existe hoje. Obrigada e que Deus os ilumine em sua missão. Maria.

  3. Manoel disse:

    não concordo com a lenda de que a fogueira era para avisar maria do nascimento de São joão, Maria segundo o Evangelho passou todo o tempo essencial com Isabel, desde a saudação e a alegria de João no ventre de Isabel. acredito que a fogueira tenha sido uma forma de reunir as pessoas ao redor e celebra-lo…

  4. Helio Fernando disse:

    Paz e bem! ótima materia, principalmente pra mim que sou nordestino, graças a vcs serei informante das nossas tradições juninas. Um abraço fraterno!

  5. jessica disse:

    como aconteceu isso eu achei muito fantastico é bom aprender sobre a festa de são joão
    foi de ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ muito obrigado pela a atenção.
    tchau. beijoooos

  6. jessica disse:

    Deus nos acompanha em quauquer lugar mesmo quando alguem morre. So isso Deus é bom ++++++++++++ a droga é ruim d ——————————

  7. jessica disse:

    É TUDO MUITO BOM!!!!!!!!!, APRENDER DESSA FESTA MARAVILHOSA LER ESSA COISA DE DEUS É MUITO BOM A GENTE APRENDE SOBRE O DIA DE SÃO JOÃO. O TREXO QUE EU MAIS GOSTEI FOI ESSE EM GERAL PARA APRESENTAR DANÇA, A PRESENÇA É DE UM MESTRE. ISSO BATEU DENDRO DE MIM E EU ACHEI A COISA MAIS BONITA COMO DEUS E JESUS!!!!!!!!!! A FESTA É BONITA POR QUE INCENTIVA. EU SO QUERIA FALAR UMA COISA NÃO SOLTE BALÃO POIS ISSO IRA ACABAR DESTRUINDO NOSSA FLORESTA. SEM ARVORES NÃO HAVERÁ VIDA. SEM VIDA NÃO HAVERÁ NINGUEM!!!!!!! FOI TUDO MUITO BOM APRENDER MAIS!!!!

  8. jessica disse:

    eu entendi sobre foclore eu tambem entendi sobre a ciência sociais no brasil entendi sobri as lendas catolicas tabem sobre as festas juninas santos populares tambem que os balões que são proibido tambem eu sou cristã e adoro falar sobre Deus nas festas juninas tem estrumentos musicais e tantas coisd+++++ obrigado eu agradeço a atenção tchau.

  9. Anônimo disse:

    Bom dia! Obrigada pelas noticias e artigos que nos envia, obrigada de coração. Gostei muito deste artigo sobre as festas juninas. Devemos sempre divulgar estas origens que se tornou tradição no nosso Pais, para se saber e valorizar mais esta maravilhosa cultura que possuimos. O Brasil tem uma riqueza cultural com origens interessante e que nossos pais passavam para nós. Hoje perdeu-se muito pela situação da sociedade moderna. Mas há quem se preocupa e usando os meios atuais de comunicação está procurando sanar esta lacuna que existe hoje. Obrigada e que Deus os ilumine

  10. sueli disse:

    muito bom, agradeço a vocês por lembrarem de mim com os e-maiils que me mandam. Todo dia entro na net e vou para a página de vocês, pois gosto de ler os artigos, os evangelhos. Muito bom. Espero que continuem me enviando sempre. Abraços a todos da equipe aí.

  11. Frei Moisés Santana disse:

    Parabéns… o conteúdo é muito bom…

    Paz e Bem!

  12. emanuelle disse:

    achei bom falar sobre religiao e da festa juniina mande um recado SENHOR(a) moço(a) garotos(a)

  13. diogo disse:

    legal

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