Santa Verônica de Giuliani, clarissa capuchinha

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Comemorada no dia 10 de julho

Santa Verônica ( (1660-1727), nascida numa povoação próxima de Urbino, foi a última de sete irmãs, duas das quais morreram quando eram ainda crianças de colo, três foram clarissas em Mercatello, uma clarissa capuchinha em Città di Castello, e uma permaneceu no mundo. Ela ainda era criança, e já ao seu redor aconteciam fenômenos prodigiosos, os quais indicavam uma extraordinária precocidade na sua vida espiritual, fruto da esmerada educação religiosa recebida da mãe, mulher de profundas convicções cristãs.

Quando sua mãe morreu, deixou-lhe uma herança mística: as cinco chagas do Senhor, uma para cada filha. A Verônica, que na altura contava apenas 4 anos, coube-lhe a chaga do lado, a mais próxima do coração de Jesus.

Aos 17 anos, precisamente quando o mundo a solicitava com os mais ardentes atrativos, a mais moça das irmãs Juliani abandonou a comodidade do lar e a condição de vida livre e desafogada para entrar no convento das clarissas capuchinhas de Città di Castello. “Morta” e “sepultada” para o mundo na pobreza extrema das filhas de Santa Clara, iniciou o caminho de santificação pelo silêncio e pela humildade, enquanto o Esposo celestial começava a dar sinais duma excepcional predileção por sua pessoa.

Em sua devoção à Paixão, visualizava e revivia um a um os sofrimentos do Salvador. Certo dia, sua testa apareceu coberta de sangue provocado por uma invisível coroa de espinhos. Depois, numa Sexta-feira Santa foi trespassada pelas feridas das chagas.

Numa atitude de compreensível prudência, as autoridades mantiveram a Irmã Verônica em total reclusão. Proibiram-na de qualquer contato com o exterior, e convidaram-na a obedecer a uma Irmã Conversa (as Irmãs Conversas naquela época eram tidas como “inferiores”, visto que não tinham estudos e, por isso mesmo, desempenhavam os serviços mais humildes nos conventos).

O confessor, consciente das vivências místicas da sua penitente, ordenou-lhe que redigisse um diário espiritual. Assim, dia após dia, por mais de 30 anos a mística clarissa narrou minuciosamente naquele diário o seu rosário de sofrimentos e alegrias, de orações e de desânimos. Essas folhas soltas, escritas sem a mínima preocupação literária, e que o confessor lhe proibia que relesse, formaram mais tarde 44 grossos volumes. Ainda hoje muitas páginas de Santa Verônica Giuliani são das mais belas da literatura mística da Itália. Igualmente interessantes são os testemunhos a seurespeito e a respeito de suas relações com as irmãs.

Toda a sua vida transcorreu entre a oração e a contemplação, no intuito de se conformar cada vez mais com Cristo crucificado. Pelo seu amor ao mistério da Cruz recebeu o dom dos estigmas. No mosteiro exerceu todos os ofícios. Foi encarregada da cozinha, da despensa, da rouparia, da enfermaria, da roda (a roda serve para poder passar objetos para dentro da clausura), da padaria, e depois de tudo isso, foi mestra de noviças durante 33 anos, até à morte. Igualmente foi abadessa durante 11 anos. Vítima dum ataque de apoplexia, passou desta vida à pátria celestial a 9 de Junho de 1727, com 67 anos. Foi canonizada por Gregório XVI a 26 de Maio de 1839.

(retirado do site: http://www.capuchinhos.org, com a devida permissão, e adaptado para o português do Brasil)

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comentário(s)

  1. Ir. Maria José disse:

    O site é lindo vale a pena investir

  2. janaina disse:

    Estou espantada com a Vida desta santa que fiquei conhecendo pela revista canção nova e tb através de vc’s que maravilha ser irmã …. Nós precisamos de exemplos como este para no mundo de hoje…para sermos mais santos para Deus.

  3. Tamires disse:

    è importante, ter acesso a estes tipos de informação até mesmo,pq a Igreja Católica é muito perseguida, por todos os lados e estes tipos de informação mos dá acesso a defesa de nossa religião…

  4. A vida dos santos e seus exemplos, suas lutas por alcançar a perfeita vontade de Deus me impulsionam a querer tambem buscar o mesmo.

  5. Girlene disse:

    Faço parte de uma fraternidade e cada um tem seu padrinho,minha madrinha é Santa Veronica Giuliani,sou muito apaixonada por ela ,e tudo da sua vida me interessa.Gostaria muito de saber aonde encontro as suas obras literárias,quero muito ler.Se poderem me informar alguma coisa eu egradeço muito .Deus lhes pegue.Um grande abraço e Santo Anjo os guarde.

  6. cantodapaz disse:

    **** Girlene, no Google você consegue encontrar muitas livrarias católicas franciscanas, perto da sua Cidade, onde existem livros sobre Santa Verônica. Abraços. ****

  7. Gardenia Giuliani de Vargas disse:

    _Sou descendente de familia italiana provinda de Údine para o Rio Grande do Sul, e sou Giuliani. Gostaria de encontrar histórico (livros) a repeito da Santa Verônica Julianis, pois o original de meu sobrenome é Julianis como o dela. Fiquei muito emocionada e curiosa sobre sua vida. O que vocês poderem me indicar servirá como bagagem cultural e religiosa. Agradecida e que Deus abençõe todos vocês.

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